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HISTÓRIA DO EDSEL, CARRO DE NOSSA LOGOMARCA
Desde os primeiros tempos a indústria
automobilística tem altos e baixos com seus produtos (no caso os automóveis). Às
vezes as fábricas baseiam-se em estatísticas para lançar um novo automóvel,
"estatisticamente vamos vender milhões", "estatisticamente o público irá
comprar," mas às vezes essas estatísticas caem por terra e a realidade mostra
sua cara fazendo o produto e os ânimos irem por água à baixo. Isso aconteceu com
a Ford no ano de 1958, com o lançamento de um novo automóvel.
Tudo começou lá pelos meados de 1948, quando a Ford Motor Company viu que
necessitava de uma nova linha de automóveis que junto com a Mercury pudesse
ocupar uma escala intermediária entre Lincoln e Ford. Ao projeto fora destinada
uma verba de aproximadamente 250 milhões de dólares. Com esse montante e uma boa
dose de criatividade, os projetistas da Ford M. Company deveriam desenvolver um
automóvel seguro, de estilo arrojado, mas que pudesse ser vendido ao público a
um preço médio.
Alguns problemas (tal como a guerra da Coréia) atrasaram os planos da Ford em
dois anos inteiros, mas resolvidas as questões, em 1954 se ordenou aos
estilistas que entrassem de imediato em ação, com o desenvolvimento do projeto.
O que até então era um simples sonho, começava a se tornar realidade.
Desde abril de 1955, Richard E. Krafve, gerente geral da nova divisão da Ford,
dedicou-se integralmente à produção de um novo automóvel, que seria apresentado
ao públi-co em meados de 1957: o Edsel. Os projetistas do Edsel insistiram es. A
Ford planejou vender mais de 1 milhão de Edsels em 3 anos, mas não foi bem
assim. O automóvel que, teve uma das mais caras campanhas publicitárias dos
Estados Unidos, não foi bem aceito pelo público em geral. Mas por que ? Será que
o Edsel não era um bom carro? Desde o início que o novo automóvel devia ser bem
original, ter um estilo próprio. Deveria ser fácil ao público identificá-lo,
queriam que as pessoas ao vê-lo passar, comentassem sobre a sua beleza, não o
confundindo com qualquer um de seus concorrentes. A Ford planejou vender mais de
1 milhão de Edsels em 3 anos, mas não foi bem assim. O automóvel que, teve uma
das mais caras campanhas publicitárias dos Estados Unidos, não foi bem aceito
pelo público em geral. Mas por que ? Será que o Edsel não era um bom carro?
Características do Edsel
O
Edsel era um bom automóvel, seu comportamento na estrada era excelente,
funcionava de maneira silenciosa e uniforme, se podia manejá-lo com facilidade,
pois ele respondia imediatamente aos movimentos do volante, além de ser um
automóvel potente. Um de seus motores era um V8 de 303 Hp e 5.92 litros, além
de um V8 de 345 Hp e 6.72 litros, além de um V8 de 345 Hp e 6.72 litros.

O
EDSEL era disponível em quatro séries, com vários níveis de acabamento e
opcionais. Eram eles o Ranger e o Pacer, os mais simples e de menor preço, o
Corsair e o Citation, mais luxuosos e é claro, mais caros.
Seus preços não eram altos, com U$ 3.500 podia-se comprar um luxuoso modelo
Citation. Já o Corsair saia em torno de U$ 3.311 e os modelos Ranger e Pacer U$
2.592 e U$ 2.520 respectivamente, em suas versões mais simples. Para se ter uma
idéia, um Oldsmobile Ninety Eight sedan custava na época U$ 4.100, e com U$
3.766 podia-se comprar um luxuoso Edsel Citation conversível.
As
medidas e seus desenhos variavam um pouco do modelo mais simples para o mais
luxuoso, por exemplo, os Edsel Pacer e o Ranger eram montados sobre chassis de
Ford e mediam 5.31 metros e os Corsair e Citation mediam 5.56 metros de
comprimento além de terem um largo canal central em meio ao teto. Além desses, o
Edsel tinha uma linha de peruas, que eram muito similares as outras peruas da
Ford, exceto por sua dianteira típica do Edsel. Eram elas: a Bermuda, que
custava em sua versão mais simples, U$ 3.155; a Roundup U$ 2.481, e a Villager
U$ 2.898.
A
parte mais fantástica do Edsel, (depois de sua dianteira peculiar) era sem
dúvida a novidade de seu sistema de botões de transmissão, instalados em meio ao
volante. Esse sistema de botões era de acionamento elétrico, o que o distinguia
de automóveis como Mercury e Chrysler, que utilizavam um sistema semelhante,
porém de acionamento mecânico. Além disso, o Edsel tinha um sistema de segurança
que evitava que o automóvel fosse acionado acidentalmente, pois ao retirar a
chave de ignição, seus botões de transmissão eram travados automaticamente. O
Edsel era um automóvel muito confortável para a época, sendo um dos mais
confortáveis autos de preço médio daquele tempo. O seu painel de instrumentos
arranca suspiros até hoje, em especial seu velocímetro que tomou horas e horas
de seus engenheiros para desenvolvê-lo. Tratava-se de um tambor giratório com
eixo central vertical muito semelhante a uma bússula de um barco. Seu painel era
repleto de acessórios e opcionais, tais como: bússola, termômetro interno e
externo, uma espécie de cruyse control, (uma luz que trocava de cor ao motorista
atingir velocidades mais perigosas ) e vários outros botões que acionavam desde
limpadores de pára-brisas até porta malas elétrico. Ou seja, seu motorista devia
sentir-se como se tivesse pilotando uma nave espacial, o que estava bem em moda
naquela época de "invasões de marcianos", e "naves intergalácticas".

Seu
motor era de acesso fácil, com exceção de seu distribuidor que se localizava na
parte mais dianteira, dificultando um pouco sua eventual manutenção, pois o capô
do motor do Edsel, por motivo de segurança, abria para frente, (como os Ford Del
Rei e Corcel) evitando que ele se abrisse acidentalmente contra o para brisas,
caso não fosse bem travado. No mais todos os seus equipamentos eram bem a mão.
Mas
se o Edsel era um automóvel com todas essas qualidades, porque não teve o
sucesso esperado? Apesar de ter muitas características de seu irmão Continental
Mark II, o Edsel era um automóvel totalmente novo. Não um que veio para suceder
outro de mesma linha, como os Ford Fairlane ou Chevrolet Bel Air. Os próprios
altos chefes da Ford admitiram que não seria fácil ter um grande êxito nas
vendas, pois nenhum outro automóvel totalmente novo havia do Mercury em 1938.
Além disso, com a recessão o mercado americano apresentava um momento bastante
difícil para automóveis de preço médio, categoria em que se enquadrava o Edsel.
Mas mesmo assim, esses não foram os principais motivos. Para o novo carro da
Ford não ter sido um campeão de vendas. Mas então, quais foram?
O
próprio Edsel, mais precisamente o desenho de sua dianteira, com uma aparência
diferente de todos os seus irmãos e concorrentes. As grades da maioria dos
automóveis norte americanos da época eram baixas e horizontais, a do Edsel era
disposta na vertical, dando a impressão para alguns, de um nariz e para outros,
de uma boca "chupando um limão", o que não agradou a maioria dos americanos,
muito conservadores na época. Na mídia foi falado que aquela abertura em meio ao
conjunto da grade lembrava um assento de vaso sanitário, e esses eram os
comentários mais agradáveis a respeito do mesmo. Nas ruas, quem trafegava com um
Edsel era motivo de piada, para horror de seus motoristas. E se para seus
motoristas isso era ruim, imagine para a Ford, que planejou vender bem mais do
que a GM após o final da segunda guerra. Consolo seria se o motivo das más
vendas fosse a recessão de 57, que baixou as vendas de carros novos em todo o
país. Mas não, o caso é que o público não gostou mesmo do novo carro da Ford.
Sua aparência já foi maleada de imediato pelos críticos, que cada vez inventavam
novos nomes para definí-la.
Já
nas linhas de montagem começaram os problemas, pois os Edsels Pacer e Ranger
(menores), como já dissemos eram montados sobre plataforma de Ford na fábrica da
Ford, e os modelos Corsair e Citation (maiores), eram montados sobre plataforma
de Mercury nas linhas de montagens da Mercury. Com isso os trabalhadores tinham
de achar partes de Edsel em caixas misturadas, junto com partes de Ford e
Mercury, o que comprometeu a qualidade, em alguns desses automóveis.
Quando foi apresentado ao público, oficialmente, em setembro de 1957, quase três
milhões de pessoas visitaram as salas de exposição do Edsel só na primeira
semana. Apesar do alto número de visitantes, não foram muitos os interessados no
carro. Muitos o consideraram um carro comum, com a dianteira tão diferente ao
ponto de ser taxada como ridícula. Só 63.000 Edsel foram vendidos no seu
primeiro ano de fabricação, a Ford logo culpou a crise de 1957 pelas péssimas
vendas daquele ano.
Em
1959, para tentar conter as perdas, a Ford fundiu a divisão Edsel com a Mercury
Lincoln, reduziu o número de modelos, introduziu um motor seis cilindros
opcional e reestilizou o carro. Mesmo assim, só 45.000 Edsel s obre plataforma
de Ford na fábrica da Ford, e os modelos Corsair e Citation (maiores), eram
montados sobre plataforma de Mercury nas linhas de montagens da Mercury. Com
isso os trabalhadores tinham de achar partes de Edsel em caixas misturadas,
junto com partes de Ford e Mercury, o que comprometeu a qualidade, em alguns
desses automóveis.
Quando foi apresentado ao público, oficialmente, em setembro de 1957, quase três
milhões de pessoas visitaram as salas de exposição do Edsel só na primeira
semana. Apesar do alto número de visitantes, não foram muitos os interessados no
carro. Muitos o consideraram um carro comum, com a dianteira tão diferente ao
ponto de ser taxada como ridícula. Só 63.000 Edsel foram vendidos no seu
primeiro ano de fabricação, a Ford logo culpou a crise de 1957 pelas péssimas
vendas daquele ano.
Em
1959, para tentar conter as perdas, a Ford fundiu a divisão Edsel com a Mercury
Lincoln, reduziu o número de modelos, introduziu um motor seis cilindros
opcional e reestilizou o carro. Mesmo assim, só 45.000 Edsels foram vendidos em
1959.
Para
1960 foi feita uma radical reestilização que deixou-o muito parecido com o Ford
Galaxie do mesmo ano. Seu ornamento da grade dianteira foi modificado, e mais
algumas alterações foram feitas, mas vendo uma queda brutal nas vendas do modelo
59, a Ford tomou a decisão de parar a produção do Edsel, então só 2.842 unidades
foram vendidas no início de seu terceiro e último ano de produção. O último foi
montado em 19 de novembro de 1959, mas já como modelo 60.
Este foi o fiasco que a Ford jamais esqueceu, nunca tivera passado por tal
situação antes, como pode um carro com soluções tão avançadas, moderno e ágil,
não cair nas graças do povo? Talvez o Edsel fosse feio mesmo, como dizem os
americanos, mas com toda certeza era um bom carro tão bom e talvez melhor que
seus concorrentes. Mas esse episódio não intimidou a Ford, que em 1964 lançou o
Mustang, sucesso de vendas até hoje.
Batizando
o Edsel
Depois do automóvel projetado, o primeiro trabalho
da Ford, foi dar nome ao seu novo carro. Foram feitas várias pesquisas de
mercado que sugeriram que o público gostava de nomes fortes, poéticos e
patrióticos. A Ford chegou até mesmo a recorrer á uma poetiza da época,(Marianne
Moore)para sugerir alguma coisa. Alguns nomes sugeridos por ela foram: "Andante
com Moto", "Utopian Turtletop" e "Mongoose Civique", mas ( felizmente) ninguém
se agradou dessas sugestões.
Em
novembro de 1956, em uma reunião, a Ford viu que a lista de possíveis nomes
estava crescendo e ninguém era capaz de decidir por qualquer um deles. Com isso,
o presidente da companhia Ernest Breech, deu uma última sugestão : "Por que nós
não o chamamos de Edsel ?"
O
nome vinha de Edsel Ford, filho de Henri Ford, e mesmo não agradando á alguns, o
nome foi escolhido assim mesmo, como uma forma de homenagem ao filho de Ford. A
Ford levou 1 ano para escolher o nome principal do carro, mas ainda faltava dar
nomes as suas versões, que ficaram sendo em 1958: Corsair, Citation, Ranger e
Pacer.
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